O medo de apagar a coisa errada é o que mantém a maioria dos Macs cheios. A solução não é coragem — é saber o que cada coisa é. Este guia separa, em português claro, o que pode ir embora sem medo, o que merece revisão, e o que nunca deve ser tocado.
Seguro apagar (se regenera ou é descartável)
- Caches de usuário (~/Library/Caches) — apps recriam quando precisam;
- Logs — registros de diagnóstico, sem valor para o usuário comum;
- Instaladores .dmg e .pkg na pasta Downloads — o app já está instalado;
- Lixo — óbvio, mas frequentemente esquecido com GB dentro;
- Derivados de desenvolvedor — DerivedData do Xcode, node_modules de projetos mortos, imagens Docker órfãs: tudo reconstruível.
Revisar antes de apagar
- Backups antigos de iPhone/iPad — seguros de apagar se você tem backup no iCloud ou o aparelho em mãos; mantenha o mais recente se for sua única cópia;
- Arquivos duplicados — confirme que são cópias byte a byte, não versões diferentes;
- Restos de apps desinstalados — preferências e suportes de apps que você não usa mais;
- Snapshots locais do Time Machine — o macOS os gerencia sozinho, mas podem ser liberados com segurança quando o backup externo está em dia.
Nunca apagar
- /System e /Library do sistema — o macOS depende deles;
- Biblioteca de Fotos — a menos que exista backup verificado;
- Application Support de apps em uso — guarda bancos de dados e documentos reais, não só cache;
- Qualquer coisa que você não identifica — a regra de ouro. Pesquise primeiro, apague depois.
O jeito com rede de segurança
Essa lista é exatamente a lógica que o Crumb automatiza: a auditoria é somente leitura, cada item vem com a explicação de o que é e se regenera, nada é removido sem sua aprovação, e toda remoção pode ser desfeita. Se a dúvida "posso apagar isso?" é o que trava a sua limpeza, a versão grátis responde essa pergunta para o seu disco inteiro.